21 de janeiro de 2018
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A curiosidade e o aprendizado

Curiosidade-01

Use aquilo que você sabe para entender o que você não sabe”. 

Ouvi isso num curso de formação de Matemática para professores do Ensino Fundamental 1. Calou fundo por dois motivos. O primeiro porque, nós professores, vivemos de falar sobre conhecimento prévio e como ele apoia o aprendizado dos alunos. Segundo, porque não se trata exclusivamente de Matemática, mas de vida.

Em termos de educação, de processo ensino-aprendizagem, lançar mão do conhecimento prévio dos alunos embasa o professor a saber de onde pode partir com o grupo para chegar onde deseja – um conteúdo, um conceito, uma habilidade, uma atitude. Percebendo o que os alunos já sabem, os professores têm condições de ajeitar seu planejamento de forma que ele se torne significativo que os alunos possam, por meio do que já sabem, adicionar ideias afim de construir um novo conhecimento.

Isso vale para vida com os pequenos em geral. Quando saem aquelas perguntas cabeludas das bocas deles, muitas vezes, os adultos que estão por perto “engasgam” numa tentativa genuína de responder. No entanto, podem ir muito além ou muito aquém, dando mais informações que o necessário, fazendo o sentido perder-se ou não sanando a curiosidade e abrindo espaço para uma porção de caraminholas na cachola deles. Assim, quando a dificuldade aparece, o melhor a fazer é tentar entender onde eles querem ir com a pergunta e quais ideias já tem para poder fazer a resposta ser satisfatória e adequada. Não se trata de mascarar, mas de adequar. Aqui, mora: “O que você já sabe sobre isso?” ou “Não sei, o que você está pensando?” e dialogue afim de ajudar os pequenos a formarem um sentido para o que desejam saber.

As crianças, os adolescentes e mesmo os adultos quando estudam ou quando estão se aprofundando em algum tema não são totalmente vazios de entendimentos e significados. Podem ter ideias ou conceitos que não sejam verdadeiros, mas alguma coisa sempre se sabe, caso contrário, a curiosidade sobre não se despertaria. Utilizando aquilo que já se sabe para entender o que ainda não se compreende é pegar os instrumentos que nos foram dados pelos estudos, pelas experiências para refinar ideias e conceitos. Para perceber que outros instrumentos podem ser melhores para fazer a experiência e a aprendizagem mais ricas.

Assim, quando a curiosidade apertar, se inquiete. E se pergunte: O que eu já sei sobre isso? Certamente, lhe trará um ponto de partida significativo e claro para elaborar seus conhecimentos e entendimentos.

Seja sempre curioso!!!!!

Tathy

PS: Se houver algum assunto sobre Educação que você gostaria de ler aqui na coluna, escreva nos comentários. Não existem respostas certas. Existem respostas possíveis =)

Sobre Tathy Morselli

Tathy Morselli
Tathy é professora, escritora e tradutora. Estudou Pedagogia e fez pós-graduação em Estudos Literários. Tem uma biblioteca razoável, um Kindle debaixo do braço e sempre uma câmera na mão. Acredita que desassossegar as pessoas leva a visões e pensamentos mais profundos sobre o mundo que nos cerca.

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