20 de novembro de 2017
Home | CULTURA POP | Cinema | Alice Através do Espelho

Alice Através do Espelho

capa aliceSeis anos atrás, com o lançamento de Alice no País das Maravilhas, a Disney provou que ainda era possível fazer muito dinheiro com histórias clássicas de contos de fada. Apesar das inúmeras críticas, principalmente dos fãs mais fervorosos da menina de cabelo amarelado que vai parar no País das Maravilhas, a produção de 2010 dirigida por Tim Burton foi sucesso de bilheteria.

Após lançar vários outros sucessos como “Malévola”, “Cinderela” e o recente “Mogi – O Menino Lobo”, o estúdio retorna à clássica personagem em uma seqüência, que assim como o antecessor tem poucas referências do livro original de Lewis Carrol. Em “Alice Através do Espelho” a direção ficou a cargo de James Bobin que até então só havia dirigido “Os Muppets”. Bobin segue a mesma linha de Tim Burton no primeiro filme, com um País das Maravilhas cheio de interações com os habitantes, muitas cores e esquisitices, o que acaba se tornando um dos maiores trunfos do filme, já que o roteiro escrito por Linda Woolverton e que foi bastante criticado em “Alice no País das Maravilhas”, continua bem raso. Tim Burton é um dos produtores.

Nessa nova aventura, Alice (Mia Wasikowska) retorna após uma longa viagem pelo mundo, e reencontra a mãe. No casarão de uma grande festa, ela percebe a presença de um espelho mágico. A jovem atravessa o objeto e retorna ao País das Maravilhas, onde descobre que o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) corre risco de morte após fazer uma descoberta sobre seu passado. Para salvar o amigo, Alice deve conversar com o Tempo para voltar às vésperas de um evento traumático e mudar o destino do Chapeleiro. Nesta aventura, também descobre um trauma que separou as irmãs Rainha Branca (Anne Hathaway) e Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter). O elenco é basicamente o mesmo do primeiro filme, com a inserção de um novo inimigo, o Tempo interpretado por Sacha Baron Cohen, mais conhecido por seu trabalho como Borat. A propósito, as piadas com o tempo previstas no roteiro são até legais no começo mas acabam ficando massantes e passam a impressão de falta de originalidade.

In this image released by Disney, Sacha Baron Cohen appears in a scene from "Alice Through The Looking Glass." (Disney via AP)
Sacha Baron Cohen, interpretando o personagem Tempo.

A direção de arte é muito boa e a paleta de cores é menos sombria e com mais cores vivas que o filme antecessor, e o figurino e maquiagem também estão bem coloridos. O roteiro, no que diz respeito ao “mundo real” é bem mais dinâmico e mostra uma Alice mais confiante e ousada. Os diálogos nesses momentos são bem estruturados e possuem uma pegada até um tanto quanto feminista.

Pessoalmente, gostei da aventura, dos ambientes e dos figurinos. Mas achei que faltou uma ameaça maior, um vilão de verdade, algo que a Alice pudesse superar. Apesar do roteiro não ser lá grandes coisas, a película funciona bem na sua proposta de “filme de aventura fantástica”, e talvez seja até um pouco mais agradável de ser assistido do que o dirigido por Tim Burton. Na sessão em que assisti o filme, vi uma coisa que não via há muito tempo nos cinemas: o público aplaudindo o filme. Acho que só por isso, já vale dar uma espiadinha.

Seis anos atrás, com o lançamento de Alice no País das Maravilhas, a Disney provou que ainda era possível fazer muito dinheiro com histórias clássicas de contos de fada. Apesar das inúmeras críticas, principalmente dos fãs mais fervorosos da menina de cabelo amarelado que vai parar no País das Maravilhas,…
Nota - 6.5

6.5

User Rating: Be the first one !
7

Sobre Cristiano Boti

Cristiano Boti
Filho da Leninha, pai da Belinha e do pequeno Sam, sãopaulino chato e baterista das bandas Lunatone e Gil Sant'Anna. Designer gráfico formado pela vida com pós-graduação nas ruas de São Paulo. Apreciador de boa música e de bons filmes. Fã de Jorge Ben, Beastie Boys, Tarantino e Chaplin.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *