21 de janeiro de 2018
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Bolívia – Um diamante bruto – Uyuni.

IMG_0659Depois de muita estrada, chegamos na grande cereja do bolo, mesmo sendo madrugada achamos um bar aberto, um bom sinal! Ficamos um tempo por lá, mas não por muito tempo, logo pela manhã sairíamos para o Uyuni.

Na manhã seguinte fomos até a agencia contratada que ficava do outro lado da rua e nos credenciamos para iniciar a viagem, porém um alerta. Foi nos dito que não era possível levar carregador, pois não havia tomada nos hotéis de sal e que toalhas também eram desnecessários, afinal não havia banho quente e devido ao frio dificilmente veríamos a cor do chuveiro, mas em todos hotéis de sal tinham as duas coisas, tomada e chuveiro com agua quente.

Mas informações erradas a parte, vamos ao que interessa, contratamos o passeio de 3 dias pelo deserto, acredito que seja o suficiente, algumas agências oferecem o pacote para dias, que entra no Deserto do Atacama, nós só fomos até a divisa com o Chile. No carro vão 6 pessoas, 5 turistas mais o motorista (O nosso motorista merece uma atenção especial, depois falo mais dele).

No primeiro dia passamos no cemitério de trens, logo no início da viagem já paramos por lá.

Ficamos um tempo por lá, na média de 30 minutos, não dá para ficar muito tempo parado, pois é muita coisa conhecer, mas acredito que seja o suficiente.

O guia em todas as paradas, explica um pouco sobre aquele determino lugar, no cemitério de trem não foi diferente.

Antes e chegar no deserto paramos em uma feirinha de artesanato lega, muito interessante, uma casa de sal, com diversos itens de sal dentro, vale a pena conhecer, os artesanatos são bem interessantes, algumas pessoas reclamam do preço, mas na boa, eu achei tudo válido, levando em consideração que nossa moeda valia duas vezes mais.

Logo depois seguimos viagem, um pouco ansiosos, pois estávamos perto de entrar no maior deserto de sal do mundo, a princípio pode não ter muita graça em ficar andando horas sobre o sal, mas o lugar é fantástico. Depois de horas onde a única referência eram as marcas da roda do carro que passou na frente e alguns pontos pelo deserto que eram outros carros cheio de turistas começamos a ver algo parecido com uma ilha, que logo depois veio se confirmar que era uma ilha, porém não só uma ilha, um imenso coral, é muito louco de se imaginar que milhões de anos atrás o oceano chegava naquela altura.

Nessa ilha tem toda a estrutura necessária para passar o dia, e você pode fazer um tour pela ilha, existe indicações para que faça essa trilha sem necessidade de ter o guia, enquanto fazíamos o tour o guia preparava o almoço, tudo muito simples, mas o suficiente para matar a fome, até porque lá o que você menos vai querer é comer.

Mas o lugar é simplesmente fantástico, tudo é muito mágico, quando olha para o horizonte a única cor que se enxerga é o branco e as vezes se confunde com o azul do céu devido a lamina de agua do chão e parece que tudo é uma coisa só, realmente mágico.

Voltando do passeio voltamos para almoçar, lembra quando disse que nosso motorista merecia uma atenção especial, pois é, vamos falar dele agora.

Um cara simples e atencioso, porém, muito patriota, sua frase marcante:

Es mi Bolívia!

Como acabamos passando muito tempo na estrada, uma música ajudaria muito para passar o tempo, porém o rádio do carro foi monopolizado pelo tal motorista, não teria problema algum se as músicas fossem boas ou até mesmo variadas, coisa que não aconteceu, durante 3 dias, toda hora que estivéssemos dentro do carro só ouvia uma única música.

P.S: Os canadenses que estavam no mesmo carro que nós, não estavam aguentando mais, nós também, mas o casal fazia caras e bocas engraçadíssimas, mas nosso motorista cagava e andava.

Voltando ao nosso almoço, tudo bem feito, porém não dá para exigir muito, é tudo adaptado a realidade do passeio, no chip, fora nós, nossa comida, bagagem ainda tinha três barris de combustível, afinal não vi nenhum posto no meio da estrada. Rs

Depois disso, seguimos viagem e fizemos mais uma parada depois de horas de viagem perto de algumas laminas d’agua, tiramos fotos e posteriormente seguimos viagem, depois de um dia no deserto de sal, saímos em direção a primeira hospedagem que iriamos ficar, uma casa muito acolhedora e toda de sal, cama, cadeira, mesa inclusive o chão, mas isso ajudava, no cair da noite o frio era muito forte, acredito que a temperatura chegava a 0, ou até menos, mas lá dentro  temperatura era bem mais agradável, nessa hora tínhamos nos separado dos outros Brasileiros que conhecemos em Potosí, só fomos encontrar na volta do deserto, ficamos sempre por perto, porém os horários não batiam e não dava para acompanhar muito, cada carro tinha seu horário, com isso éramos nós quatro e dois canadenses gente fina que nos comunicávamos bem mal, mas o suficiente para dar risada e aprender alguns palavrões em Francês e eles em Português(momento inútil, mas em algumas horas muito útil).

IMG_0880Nessa casa fomos recebidos por uma família muito hospitaleira e com uma sopa muito boa, depois pra variar achamos um bar com ar de velho-oeste, onde tomamos cerveja de Mel, Kinua e Coca, as três são ótimas, mas também o que mais bebamos por lá foi Potosina e Pacheña, também excelentes cervejas, outra coisa que valia muito a pena era comprar vinho, bom, bonito e barato.

Já no dia seguinte seguimos viagem em direção as lagoas no deserto, geigers, e todas as atrações ao longo dessa viagem, um dos lugares mais incrível é a arvore de pedra. Não vou me estender pois esse post já está ficando muito extenso, no final do segundo dia também paramos em outra hospedaria, dormimos e no dia seguinte seguimos viagem, conhecemos mais alguns pontos turísticos e começamos a voltar para a cidade do Uyuni onde chegamos, estávamos voltando no último dia do ano ainda passaríamos a virada do ano na cidade.

Já de volta a cidade depois de três dias de uma experiência incrível, tomando banho de lenço humedecido, com muito frio durante anoite e muito calor durante o dia, andando com o corpo coberto pois o sol durante o dia e o sol no deserto é muito forte o que eu mais queria era um bom banho para fechar o ano com chave de ouro, pra varia no último dia do ano não podíamos ficar sem passar um problema, quando voltamos para o hotel a mulher não tinha feito uma das reservas de quarto, com isso tivemos que negociar um outro quarto, não dava para reclamar muito, a cidade estava lotada, muitos voltando e muitos indo para o deserto, e com eles não tem muito acordo, se quer, beleza, se não quer, problema é seu. Mas deu tudo certo, conseguimos outro quarto para todos, reencontramos os outros Brasileiros e vamos comemorar o ano.

Alguns stress e excesso de bebida que fizeram alguém desejar feliz aniversário ao invés de feliz ano novo as pessoas na rua. Mas tudo certo, já na virada do ano, depois dos fogos e os Bolivianos jatar em família, todo mundo sai pra rua para comemorar, fanfarras para todos os lados e muita dança, quando a banda toca o povo corre e dança no meio da rua, para-se os carros e qualquer coisa a preferência é do povo, uma festa bem diferente, e muito interessante, o povo alegre e divertido, porém do nada a música acabava e começava em outro lugar, ai toca todo mundo correr para outro lugar e começar tudo novamente, detalhe, estávamos na altitude, então correr era quase uma missão impossível. E assim passamos boa parte da noite, logo depois o corpo pediu uma pausa e logo no dia primeiro seguimos para La paz, no próximo post falamos mais, pois da mesma forma que o corpo cansou no Uyuni, os dedos já cansam por aqui também.

Fotos: Barbara Andrade Barioni | Eric Barioni | Ricardo Queiroz

Informações Adicionais sobre Sucre:

Nome do Hostel: Hotel Julia – Clique Aqui
Preço Hostel: 35 Bs
Preço do Pacote para o Uyuni: 350 Bs
Câmbio: R$2.15, via site do banco central (19/07/2015).
Passagem ônibus para La Paz: 20Bs.

Lembro que a indicação do hostel é sugestão e segurança, não ganho nada com isso e não me responsabilizo por qualquer problema com o mesmo, porém vale a pesquisa caso gosto de algo mais completo, o hostel é bem simples, porém deu para tomar banho e dormir bem durante a noite.

Sobre Ricardo Queiroz

Ricardo Queiroz
Criador do portal Amplifique-se e apaixonado por comunicação e todos os poderes de transformação que a internet possui, formado em publicidade, amante do frio e cerveja. Desde 2006 trabalho como webdesigner, mas nos últimos anos fui conhecer o mercado offline, isso me ajudou a ter uma visão 360 em todo o processo criativo do meu trabalho. Fujo da rotina e da zona de conforto.

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