18 de janeiro de 2018
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Bolívia – Um diamante bruto – Sucre.

Santa Cruz – Sucre

A Bolívia foi o primeiro destino que escolhi para conhecer, foi uma viagem que deixou boas lembranças, muitas risadas e alguns ocorridos curiosos, vou contar como foi essa viagem que durou 15 dias no país onde a imagem Evo Morales está por todos os lados e trazer algumas informações que possam ajudar alguém que esteja planejando conhecer esse país, que mesmo sendo muito pobre economicamente é muito rico culturalmente.

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Não tive muito contato com Santa Cruz de La Sierra, mas o pouco que tive, percebi que a maior cidade da Bolívia tem grande familiaridade com o Brasil por ser a cidade mais próxima da divisa com Corumbá, também é a porta de entrada de muitos mochileiros que vão para essa trip de ônibus.

No meu caso preferi fazer de avião mesmo, até por que a viagem de São Paulo até a divisa é cansativa, no meu ponto de vista.

Do aeroporto peguei outro voo para Sucre, onde iria encontrar alguns amigos, que foram dias antes, eu fiquei para passar o natal com a família e fui posteriormente.

Até aí tudo certo, porém pegar esse avião custou algumas horas de espera, pois quando cheguei em Santa Cruz o voo já havia partido e algumas emoções na hora do embarque.

Depois de quase quatro horas de espera o voo para Sucre foi anunciado, então iniciou o embarque, para conhecimento de causa, o avião não era como os que estamos acostumados, pelo contrário, bem pior!

Então, todos a bordo, (um fato curioso, metade do avião era de chinês, depois descobrimos o porquê de tanto chinês de Bolívia, mas depois conto o motivo de tanto chinês), vamos decolar? Não! Um momento, vamos aguardar os técnicos liberarem a aeronave… então começa um entra e sai do avião de técnico, e então o piloto informa: Senhores passageiros, devido a problemas técnicos CORRIQUEIROS, teremos que trocar de aeronave. Como assim problemas CORRIQUEIROS? Isso é normal? Mas não tínhamos escolhas, tínhamos que embarcar em outra aeronave, então fomos para outra, tudo certo e vamos voar, é um voo realmente curto, 30 minutos no máximo, porém esse voo é entre montanhas, então a corrente de vento é muito forte, o avião era pequeno e muito antigo e parecia que estávamos na montanha russa, um avião muito instável, mas logo iríamos chegar em Sucre, depois dessa leve emoção, chegamos em sucre, foram 30 minutos bem sofríveis, ou você sofre durante 30 minutos no ar ou em 16 horas indo de ônibus, eu não fiz esse caminho, os meus amigos, Eric e Babi, (colaboradores do portal) e Carioca que já estavam lá, foram de ônibus, porém também passaram alguns perrengues, inclusive com banheiro ou a falta dele, então cabe a cada um decidir qual forma prefere ir.

Após esses perrengues iniciais a viagem então começava, Sucre é a capital constituinte da Bolívia, uma cidade muito bonita, em Sucre você já começa a sentir alguns efeitos da altitude, uma leve dificuldade na respiração e o frio que já começa a dar o ar da graça, eu como amante do frio já estava gostando.

Conheci um pouco a cidade, mas como já tinha chegado tarde, não dava tempo de fazer muita coisa, pois o dia seguinte íamos para Potosí, então compramos comida para cozinhar pois no hostel tinha cozinha e ficamos por lá mesmo, a noite o frio aumenta bastante.

Já no dia seguinte, acordamos juntamos as mochilas e bora para rodoviária, na Bolívia a vantagem é que você pode andar de taxi a vontade, pois é muito barato, mas negocie o táxi antes de entrar, pois o valor é cobrado por pessoa e não por quilometragem como aqui, também não espere um carro muito bom, nem de longe, eles gostam de muito aerofólio e bugiganga na frente do carro que mal dá para enxergar, mas resolve bem a questão da locomoção.

Já na rodoviária era uma gritaria só, igual as nossas feiras livres, lembro de uma voz fina incansável que gritava loucamente:

Potosí, Potosí ahorita!!!

Ela gritava muito, muito mesmo!! Compramos as passagens de ônibus esperamos por algumas horas, nosso ônibus chegou, cheio de bugiganga na frente como os táxis e com o retrovisor amarrado por um arame, super moderno, que fique bem claro, então seguimos em frente.

Foi uma viagem relativamente tranquila, essa estrada não era nenhum absurdo, asfaltada, com bastante segurança, mesmo com o sol forte a temperatura continuava a cair, afinal estamos subindo, e como subimos. Potosí é uma das cidades mais alta do mundo, aprendi uma cosia na Bolívia: Nunca reclame dos jogadores de futebol ou qualquer modalidade não ter muito fôlego na altitude, realmente incomoda bastante em alguns momentos.

A viagem só foi bem cansativa devido as longas subidas, Sucre é uma cidade que fica a 2810 metros de altitude, Potosí é uma cidade a 4070 metros de altitude, por isso acaba cansando e sendo um trajeto bem lento mesmo com uma estrada boa.

Sucre fica por aqui, no próximo post tentaremos respirar em Potosí.

Fotos: Barbara Andrade Barioni | Eric Barioni | Ricardo Queiroz

Informações Adicionais sobre Sucre:

Nome do Hostel: Amigo Hostel – Clique aqui.
Preço Hostel: 35,30 Bs por pessoa para uma noite.
Passagem aérea de Santa Cruz de La Sierra para Potosí: R$ 396.00
Média de preço do táxi: 3.50 Bs por pessoa.
Câmbio: R$2.15, via site do banco central (19/07/2015).
Passagem ônibus para Potosí: 20Bs.

Lembro que a indicação do hostel é sugestão e segurança, não ganho nada com isso e não me responsabilizo por qualquer problema com o mesmo, porém vale a pesquisa caso gosto de algo mais completo, o hostel é bem simples, porém deu para tomar banho e dormir bem durante a noite.

Sobre Ricardo Queiroz

Ricardo Queiroz
Criador do portal Amplifique-se e apaixonado por comunicação e todos os poderes de transformação que a internet possui, formado em publicidade, amante do frio e cerveja. Desde 2006 trabalho como webdesigner, mas nos últimos anos fui conhecer o mercado offline, isso me ajudou a ter uma visão 360 em todo o processo criativo do meu trabalho. Fujo da rotina e da zona de conforto.

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