21 de janeiro de 2018
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Cartão de crédito ou de dívida?

Dinheiro de plástico. Oportunidade de compra. Parcelamento. Rotativo. 336% de juros ao ano. Dívida. Inadimplência.

Não se trata de um roteiro incomum. A chance de ter um cartão de crédito, hoje em dia, é bastante comum. O que antes fazia-se em carnês de lojas, pode ser feito em 10 vezes sem juros. Será mesmo?

Os cartões de crédito servem como uma garantia de pagamento para compras feitas hoje e pagas num dia X, que o comprador decide, tendo até 40 dias para pagar, se você souber usar direitinho. A pergunta é: sabemos usar direitinho? Tudo ou quase tudo pode ser pago em 10 vezes sem juros. A questão é: quantos pagamentos em 10 vezes você tem em seu cartão?

Infelizmente, os juros do cartão são imensos e podem se tornar uma bola de neve, principalmente, se o comprador colocar a coisa no tal do rotativo. E a dívida não acaba.

Claro que eu concordo que o cartão pode facilitar uma porção de coisas e que guardar dinheiro para determinadas compras é complicado, principalmente se nos deparamos com uma emergência ou com uma boa oportunidade. No entanto, é preciso ter muito claramente como cartões de crédito funcionam para não entrar numa tremenda roubada.

No tocante ao minimalismo, o cartão de crédito pode se tornar um verdadeiro cartão de dívida. Se nos deixarmos tomar pelas compras por impulso – e vira e mexe, corremos o risco de sair por aí procurando coisas para querer – ele vira um susto quando a fatura chega.

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Assim, seguem algumas dicas para pensar as compras que precisam ser feitas a longo prazo:

– Não faça compras a longo prazo: fazer o possível para comprar as coisas à vista, pois elas mostram o quanto, de fato podemos gastar.

– Se for necessário fazer a compra a prazo, pense na compra: um jeito excelente de pensar sobre compras é dar o tempo de 30 dias sobre ela. Se a compra ainda fizer sentido e você puder pagar por ela, faça.

– Não busque coisas para “querer”: muita gente encara o shopping ou ruas de comércio popular buscando coisas para querer, sem precisar delas. Compras podem se tornar hobbie, o que é um perigo, pois deixa a casa atulhada de coisas que não se usa ou de dívidas que não se pagam.

– Faça um orçamento: eu sei que pessoas se interessam – e muito – por roupas, sapatos, produtos de beleza e coisas assim. Elas podem ter um tremendo significado para as pessoas, assim, a sugestão é fazer um orçamento. “Posso gastar X por mês com Y que não vai fazer falta no orçamento da minha casa”.

Cair em dívida é um problema sério. Aqui no Brasil, além de juros altos, temos problemas sérios com nome sujo e dificuldades de fazer as coisas, mesmo porque sabemos que os bancos, que carregam as nossas dívidas, não querem que saiamos delas. É o lucro.

Então, para não cair em sofrimento, pense e muito sobre o que você precisa comprar. Lembre-se das máximas:

Te faz feliz? É útil? É uma escolha inteligente?

Tathy

Sobre Tathy Morselli

Tathy Morselli
Tathy é professora, escritora e tradutora. Estudou Pedagogia e fez pós-graduação em Estudos Literários. Tem uma biblioteca razoável, um Kindle debaixo do braço e sempre uma câmera na mão. Acredita que desassossegar as pessoas leva a visões e pensamentos mais profundos sobre o mundo que nos cerca.

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