21 de janeiro de 2018
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Lançado box com canções inéditas de Adoniran Barbosa na voz de grandes nomes da música brasileira

Se Assoprar, Posso Acender de Novo, cantava Adoniran Barbosa na música “Já Fui Uma Brasa”, lançada no final de sua carreira, quando os ritmos da Jovem Guarda ameaçavam tomar o lugar do samba no cenário musical brasileiro.

1500x1500_novasE Adoniran estava certo! Sua brasa foi assoprada e acendeu de novo em 2016, quando Cassio Pardini, produtor de cinema e sócio da Latina Estudio, encontrou um legado inédito com partituras nunca antes musicadas do cantor e paulista. O produtor musical Lucas Mayer, do selo DaFne Music, então deu vida à obra, por meio de um mergulho no universo do Adoniran.

A partir daí surge o disco e DVD “Se Assoprar, Posso Acender de Novo”, que apesar de utilizar como título o verso de uma música que Adoniran cantava ao final de sua vida, reúne somente canções inéditas. São 14 faixas interpretadas por importantes e ecléticos ícones da música brasileira. Junto com as mídias lançadas, está no ar o portal www.adoniranbarbosa.com.br que reúne todas as novidades oficiais do cantor e compositor.

No dia 25 de novembro, em meio às comemorações de 100 anos do samba, foi lançado o box “Se Assoprar, Posso Acender de Novo” com CD e DVD, pois o pai do samba paulista não poderia ficar de fora dessa homenagem. O produto, disponível apenas em formato de combo, pode ser encontrado em lojas físicas e digitais pelo Brasil, bem como em todas as plataformas de streaming.

“O álbum não é apenas um disco de Samba”, afirma Lucas Mayer. Mas, como assim? Isso porque Adoniran não era apenas um compositor de Samba. “Suas poesias e crônicas falam de uma São Paulo em constante mudança com uma linguagem muito simples e tocante, que o fez transitar facilmente por diferentes públicos, e a superação é um tema muito recorrente nessas canções”, explica Pardini.

O artista encarava sua cidade como algo miscigenado e em tudo enxergava estórias, mesmo das coisas mais simples como sovar uma massa de pizza, ou de uma menina que passava por ele em uma fila da lotação.

Esse disco é sobre o que ele escrevia e como os artistas enxergam essas poesias com seus próprios olhos e ouvidos.

O DVD captura as gravações em estúdio de todas as faixas do disco e é uma codireção de Lucas Mayer (DaFne Music) e Pedro Serrano. O resultado disso é uma plataforma em celebração ao artista que inclui, além do CD/DVD, um documentário biográfico e longa-metragem de ficção com lançamento previsto para 2017 e uma exposição do Acervo particular da família de Adoniran.

O disco se tornou uma miscigenação musical: levou-se em consideração ritmos musicais admirados pelo compositor como tango, valsa e bolero, juntamente com a influência dos próprios artistas convidados, que trouxeram identidade própria ao disco. Ney Matogrosso, Criolo, Fernanda Takai, Kiko Zambianchi, Criolo, Liniker, Simoninha e a dupla folk Versos Que Compomos na Estrada são alguns dos intérpretes que fizeram a obra de Adoniran se aventurar por outros caminhos.

Logo na primeira faixa, uma boa surpresa, Fernanda Takai e Leo Cavalcanti, tocando juntos pela primeira vez e a participação mais que especial de Seu Cléusio, cavaquista do grupo Talismã, último conjunto que acompanhou Adoniran no final de sua carreira.

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Criolo, que prontamente escolheu a música “Até Amanhã”, talvez por tratar-se de uma crítica social, passeia pelo samba, trazendo identidade a sua interpretação. A última faixa é a única totalmente instrumental e une Lulinha Alencar, Nicolas Krassik e Gabriel Selvage, fazendo um gipsy jazz manuche gravado ao vivo! Além das interpretações, essas músicas retomam importantes parcerias entre Adoniran e compositores que, ao lado do poeta, foram essenciais para a cultura musical brasileira como Pepe Ávila, Paulinho Nogueira, Zaé Junior, Antonio Rago, entre outros.

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Ney Matogrosso interpretou “Passou”, um samba alegre que se transformou num tango que com a interpretação do Gabriel Selvage no violão de 7 cordas, traz lágrimas aos olhos de quem ouve. Mas como o próprio Ney afirmou: não é uma canção triste, é uma canção de superação. E dessa superação vem a beleza”, comenta Lucas Mayer produtor do disco e que também assina a direção do DVD.

Ficha técnica:

CD: produzido por Lucas Mayer nos estúdios DaHouse (SP), Plugin (SP), S de Samba (SP) e Sonido (RJ). Mixado por Niper Boaventura e masterizado por Rodrigo Deltoro no DaHouse Studio em São Paulo. Produção executiva de Cassiano Derenji.

DVD: produzido por Latina Estudio. Codireção: Lucas Mayer e Pedro Serrano. Produção: Cassio Pardini e Claudio Cao Quintas. Produção Executiva: Iris Fuzaro. Câmeras: David Rosseto, Lucas Mayer, Pedro Serrano e Iris Fuzaro. Edição e finalização: David Rosseto e Gabriel Peixoto.

Ouça o CD

Sobre Cristiano Boti

Cristiano Boti
Filho da Leninha, pai da Belinha e do pequeno Sam, sãopaulino chato e baterista das bandas Lunatone e Gil Sant'Anna. Designer gráfico formado pela vida com pós-graduação nas ruas de São Paulo. Apreciador de boa música e de bons filmes. Fã de Jorge Ben, Beastie Boys, Tarantino e Chaplin.

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