22 de fevereiro de 2018
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Empreendedores brasileiros podem se inscrever em competição global

Startups brasileiras já podem se inscrever na 2ª temporada do French Tech Ticket, uma competição global aberta para talentosos empreendedores com startups em fase de criação ou crescimento e concorrer a € 45,000 em financiamento. Após uma 1ª temporada extremamente bem sucedida, com 23 equipes de startups de 23 países presentes em Paris, a 2ª temporada da competição está mais ambiciosa: serão 70 equipes vencedoras em todo o mundo, hospedadas por mais de 40 incubadoras de alto renome por toda a França a partir de janeiro de 2017.

Todos os detalhes da 2ª temporada do French Tech Ticket e de como se inscrever estão disponíveis no site. As inscrições vão até 24 de agosto de 2016 e a competição é aberta a empreendedores de todo o mundo.

Credits_Presidence de la Republique française_M. Etchegoyen_Mariana Bittencourt
Credits_Presidence de la Republique française_M. Etchegoyen_Mariana Bittencourt

A Mariana Bittencourt(foto), brasileira ganhadora do French Tech Ticket de 2015, falou sobre como está sendo sua experiência na incubadora La Paillasse. Sua startup se chama Cophenol (clique no nome para saber mais). Confira abaixo o que Mariana está achando do programa.

Como foi fazer parte do programa?

“Fazer parte do French Tech Ticket foi incrível. As aulas que tivemos oportunidade de assistir juntamente com as seções de networking fizeram com que nós compartilhássemos nossas experiências com os outros premiados e também que aprendêssemos com eles. A nossa promoção era bastante diversificada, com pessoas de todos os lugares do mundo, o que nos permitiu estarmos inseridos em um ambiente multicultural. Além disso, só tenho a agradecer a organização do programa, que me ajudou bastante com a acessibilidade do meu visto francês.”

Como foi a experiência de lançar uma startup no ecossistema da French Tech?

“A experiência foi desafiadora, mas, com a ajuda do programa, temos facilidade em diversos aspectos. Estamos sempre participando de eventos relacionados ao ambiente de startups, privilégio esse dado pelo programa, e nesses eventos temos sempre a oportunidade de conhecer pessoas que partilham dos mesmos interesses que nós e aumentar a nossa rede de contatos. As sessões de acompanhamento de negócios que tivemos em nossa incubadora também nos ajudou bastante, aprendemos a sempre avaliar nossas ações, estipulando pequenas metas semanas para obter uma evolução significativa do nosso negócio.”

Quais desafios foram enfrentados?

“Já passamos e ainda estamos passando por diversos desafios. Em uma primeira etapa, tivemos dificuldade com o estudo de mercado na França, pois nosso modelo de negócios do Brasil precisou ser adaptado e então bem estudado para a realidade francesa. O nosso desafio atual é de nos infiltrarmos no mercado francês, mas graças a uma rede que estivemos criando nesses últimos meses estamos cada dia mais próximo de alcançar nosso objetivo.”

Os times de startups devem ser compostos por grupos de 2 a 3 pessoas estrangeiras, incluindo, no máximo, um cidadão francês por equipe. Todos os membros devem possuir fluência em inglês, pois o programa será realizado inteiramente no idioma. O projeto deve estar em criação ou em fase de expansão: todo segmento é elegível ao prêmio – consultorias e negócios de importação e exportação são as únicas exclusões do programa. Além desses requisitos, as equipes vencedoras devem estar preparadas para se mudar para a França em janeiro de 2017 e dedicar 100% de seu tempo ao desenvolvimento do projeto durante o ano.

Ao se inscrever, cada equipe deverá escolher três incubadoras francesas parceiras do French Tech Ticket. É possível filtra-las de acordo com o estágio de desenvolvimento da startup, suas localizações e em qual segmento seu projeto é focado. As incubadoras possuem experiência nas mais diversas áreas, como biotecnologia, turismo, educação e inovações sociais.

Em 24 de agosto deste ano, o período de inscrições se encerrará. Entre setembro e novembro, o processo de seleção se estenderá para definir os 70 vencedores. Em dezembro, os vencedores são anunciados e começam os trâmites para a realocação das esquipes na França. Em janeiro de 2017, os vencedores chegarão no país e desenvolverão seus projetos ao longo do ano. O programa se encerra em dezembro do mesmo ano.

French Tech
Credits_Presidence de la Republique française_M. Etchegoyen_French Tech

A França tem estimulado uma forte política de startup há alguns anos e já é o principal país acolhedor das empresas mais inovadoras do mundo. O French Tech, um ecossistema de startups criado há 3 anos pelo governo francês, fornece as condições ideais para startups com um objetivo claro: ampliar seu crescimento e ajudá-las a se tornarem campeãs globais.

Hoje, este ecossistema de inovação está se ampliando, com um número recorde de startups, o dobro da quantidade de capital levantado entre 2014 e 2015, com inúmeras empresas recebendo mais de US$ 100 milhões em financiamento e interessantes ofertas públicas iniciais para empresas como Sigfox, Criteo, BlaBlaCar, DBV Technologies e Cellectis apontando o caminho.

O sucesso da França é fruto de uma combinação de fatores: um imenso pool de talentos habilidosos e acessíveis, educação com uma forte cultura de engenharia, ambição e um sistema de financiamento de 360° graus com investimentos, incentivos e infraestrutura.

O governo francês tem apoiado empreendedores e investidores com 40 novas medidas desde 2012 e como dito por John Chambers, CEO da Cisco: “O governo da França verdadeiramente compreende os benefícios econômicos e sociais que a digitalização trará”. Ao longo dos últimos anos, gigantes americanos de tecnologia, como Google, Intel, Cisco e Facebook, entre outros, escolheram a França para desenvolverem suas futuras tecnologias.

Sobre Ricardo Queiroz

Ricardo Queiroz
Criador do portal Amplifique-se e apaixonado por comunicação e todos os poderes de transformação que a internet possui, formado em publicidade, amante do frio e cerveja. Desde 2006 trabalho como webdesigner, mas nos últimos anos fui conhecer o mercado offline, isso me ajudou a ter uma visão 360 em todo o processo criativo do meu trabalho. Fujo da rotina e da zona de conforto.

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