23 de outubro de 2017
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Conhecimento como antidoto para a intolerância

A partir de uma pesquisa de DNA, uma campanha on line  mostrar que pessoas de origens distintas tem mais coisas em comum do que imagina,  revela a real extensão da diversidade contida em nossas origens e celebra a diversidade.

A pesquisa, desenvolvida para a campanha, entrevistou 7.200 pessoas em 18 países, incluindo 400 brasileiros, mostrando que 6 em cada 10 deles acreditam que sua origem vem de até dois países.

Confesso que, ao assistir o vídeo, me surpreendi com o fato dos participantes da pesquisa realmente acreditarem na pureza das suas origens. Afinal de contas, nós brasileiros, temos plena consciência de que somos uma grandessíssima mistura de todo tipo de etnia (ou pelo menos era o que eu acreditava). Mas fui convencida que em outras realidades isso é fácil de acontecer.

A campanha, com o slogan “Um mundo aberto começa com uma mente aberta” tem como finalidade estimular e debater a intolerância e faz isso acreditando que o debate e o autoconhecimento podem ser uma excelente ferramenta de combate ao discurso de ódio e a intolerância.

foto: divulgação
foto: divulgação

Mesmo nós, brasileiros, descritos por Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil”, como um povo cordial, afetuoso, afável, tolerante e que encara muito bem as diferenças, vemos uma onda de intolerância e ódio que se alastra, principalmente nas mídias sociais.Claro que o discurso de ódio está presente no cotidiano, mas a internet o favorece e é amplamente disseminado, em  mensagens que, por exemplo, contêm estereótipos ou preconceitos, rumores, discurso de ódio ou desprezo indireto.

Tolerância é nada mais, nada menos que aceitar um elemento contrario a uma regra moral, cultural, civil ou física. Do ponto de vista da sociedade, a tolerância é a capacidade de grupo social  ou uma pessoa de aceitar uma atitude diferente das que são a regra no seu próprio grupo. É também a atitude pessoal e/ou comunitária de aceitar valores diferentes daqueles adotados pelo grupo a que pertence.

Perceba que nessa descrição de tolerância tirada da Wikipédia, não é citado em momento nenhum que para aceitar a diferença é necessário eu aja como a pessoa que possui princípios diferentes, ou que é necessário que você mude de princípios. É apenas deixar o outro ser quem e como quiser. Afinal:  “Você tem mais em comum com o mundo do que imagina.”

Sobre Bárbara Andrade Barioni

Bárbara Andrade Barioni
Arquiteta e Urbanista tentando terminar um mestrado, vegetariana, mãe de gatos, viciada em comprar livros e mochileira nas horas vagas. Sente que sua missão é questionar.

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