21 de janeiro de 2018
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Engenharia simples, criativa e coletiva. Existe isso?

A ideia de coworking (espaço de trabalho compartilhado com outras pessoas) anda em alta e em tempo de crise se tornou uma alternativa interessante para empresários de todos os portes. No entanto esse não é o único motivo para o surgimento desse tipo de negócio, de fato a ideia do compartilhamento é uma nova tendência mundial, e com isso “ramificações” do coworking vem surgindo. Uma deles é o Engenho Maker, um espaço  colaborativo de trabalho, ensino e negócios, com estrutura tecnológica e de conhecimento destinado a diversos públicos.

O Egenho Maker é um misto de oficina, “FABLab”, “hacker space”, escola, incubadora e aceleradora de empresas. A ideia é que existe um espaço onde você posde executar seus projetos, seja imprimir um robô, – isso mesmo, você pode montar um projeto de um robô e utilizar uma impressora 3D disponível no espaço – produzir os móveis da sua casa, desenvolver algum projeto de modelagem, marcenaria… as possibilidades são diversas.

São quatro sócios, com experiências diversas, que se uniram para montar o que deram o nome de Engenho Maker. A filosofia que os une é o empoderamento das pessoas, ou seja, que os cidadãos possam fazer sua própria história. Juliana Glasser, única mulher entre os empreendedores, narra sua própria experiência para referendar o conceito. Ex garçonete, mudou de profissão após conversa com amigo que era programador de sistemas e ganhava bem. Decidiu estudar programação e transformou seu próprio destino. Hoje é empresária com vários trabalhos inovadores. Agora resolveu realizar uma missão social, estimulando outros a “fazer mais do que imaginava”. Quer dividir seu conhecimento e ensinar para que outras pessoas possam fazer por si mesmas tarefas que não acreditam ser possível. “O Engenho Maker permite que as pessoas façam algo, dentro de um ambiente controlado, onde tem a disposição equipamentos, colegas e monitoria” define Juliana.

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Para José Reinaldo Michel, ex-executivo de grandes empresas e sócio do Engenho, o mundo passa por grandes transformações e o movimento “faça você mesmo” ganha campo e importância social. “A informação e ferramentas abundantes  possibilitam a todos o “poder fazer”, com a apropriação de novas tecnologias e conhecimentos, que estão disponíveis à distancia de um clique” afirma o empresário. Com o conhecimento de experiências internacionais como a da TechShop nos EUA, tem a certeza de que esse empreendimento paulista, hoje, já é a maior oficina aberta do Brasil com infraestrutura para marcenaria, mecânica, eletrônica, robótica e fabricação digital, estúdio de áudio e vídeo.” O acesso e compartilhamento de equipamentos e informações vai transformar as indústrias e o ensino. Vão se criar novas empresas e uma novo modo de aprender e fazer, modificando o cenário atual de derrocada da indústria tradicional e obsolescência da educação” prevê Michel. Um dos objetivos dele é criar outros espaços “makers”, inclusive empresariais e temáticos.

Parcerias com empresas também é uma das metas do grupo. Desde um novo modelo de recrutamento de pessoal através de solução de problemas até a prototipagem de produtos e modelos de utilidades, passando pela monitoria para a modelagem de um novo negócio. Renato Prado, empresário e engenheiro da Poli-USP, afirma que o empreendedorismo é a melhor forma de transformar o país. Para ele o potencial empreendedor é por natureza um fazedor.

“No Engenho Maker criamos um espaço de convivência que permite e facilita a criação de produtos e empresas. Uma palavra que está virando moda mostra um pouco o nosso ambiente. É serendipidade, uma forma especial de criatividade, ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo, que alia perseverança, inteligência e senso de observação. São as descobertas feitas, aparentemente, por acaso.” completou Renato Prado.

O outro sócio do Engenho Maker é Renato Ribeiro do Valle, advogado formado na São Francisco – USP, com passagens pela advocacia, mercado financeiro e que até recentemente era investidor da área de educação. Atualmente está envolvido com a impressora 3D e alguns projetos ligados o assunto, como por exemplo, a possibilidade de um sistema semelhante ser utilizado em hortas. É um fiel defensor dos software e hardwares abertos, que permitem o conhecimento pleno de seus detalhes construtivos, e mais, que aceitam aprimoramentos. Segundo ele é “esse o nosso espirito, trabalhar, criar e aperfeiçoar coletivamente”.

Para todos os envolvidos no empreendimento Maker o fazer e o empreender são coisas simples e, principalmente, dão poder às pessoas, para que elas construam seus próprios destinos. Para conhecer mais sobre o espaço, workshops programados, entre outras atividades, clique aqui ou acesse o site do Engenho Maker

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Sobre Danilo Correia

Aspirante a empreendedor no ecossistema de Startups da América do Norte. Praticante de marketing on-line com proficiência em mídia social. Mora em Vancouver no Canadá e é apaixonado por fotografia, tem grande interesse em história e avanços em tecnologia. Valoriza a criatividade, integridade e gratidão. Sonha em guiar a humanidade para um melhor destino através de empreendedorismo e tem o desejo de viajar o Mundo e o Espaço Sideral.

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