20 de novembro de 2017
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Quando menos é mais? Roupas e minimalismo

Queria dizer que sempre. Mas, talvez, na maioria das vezes.

Já era uma dica de moda. Chanel disse isso se eu não me engano. De qualquer forma, por que não pensar efetivamente nesse tal clichê e entender um pouco do que está por trás dele?

Bom. Já andou pelo Brás, em São Paulo, e viu montes e montes de roupas ou quinquilharias em geral expostas? E o movimento frenético das pessoas? Eu sei mesmo que os comerciantes precisam viver e fazer sua renda, mas não tem uma vez que eu não passe por lá e não pense: meus Deuses, para onde vai esse monte de coisas?

Aliás, roupa é uma coisa curiosa. Parece que quanto mais a gente tem, mais sente que não tem o que vestir. E acaba caindo em um uniforme básico. Muitas vezes, esquecemos que temos uma porção de peças dentro do armário. Há momentos, inclusive, que reencontrar uma blusa perdida parece ser adquirir uma coisa nova. Melhor ainda quando você percebe que a peça está inteira… praticamente implorando ser usada.

Vamos fazer uma reflexão. Quantas das coisas que temos existem há um tempo razoável? O que eu quero dizer que se investirmos em qualidade das peças que compramos, por exemplo, e formos cuidadosos com o nosso olhar, sempre teremos uma combinação que ainda não foi tentada e que vale a pena. Assim, evitamos visitas estressantes e desnecessárias ao shopping. Ou ao Brás. Melhor ainda: não estaremos endossando práticas de fabricação e comércio não éticas. Já parou para pensar onde são feitas as roupas que você usa, por exemplo? Se a fabricação é feita por pessoas que vivem num estado miserável, ganhando pouco e tendo que trabalhar mais e mais para sustentar a família? Certamente, não é o que você gostaria para você, então por que alimentar esse tipo de comercialização predatória? Por que não deixar uma marca, apenas uma, e dizer: eu não concordo e não financio esse tipo de coisa? Ah, vale dizer que muitas roupas ditas “boas” são feitas de forma completamente questionável…

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O meu ponto é que com menos peças – boas e versáteis – podemos ter mais. Um guarda-roupa que permite inovações ou, melhor ainda: que de fato reflita quem você é e o que gosta.

Ter um estilo de vida de um milhão de dólares não necessariamente precisa custar um milhão de dólares. São as nossas boas escolhas que contam. Afinal de contas, um passo para uma vida onde menos é mais passa por essas escolhas: é útil? É importante? Me faz feliz? Agrega valor à minha vida?

Por fim, vale a pena pensar no comércio local: já viram quantas roupas interessantes e feitas de forma ética encontramos em feiras como a Shopping Center 3 (Av. Paulista, SP)?

Além de tudo isso, pense: pensando melhor sobre as minhas escolhas, o quanto eu posso economizar, não me colocar em dívidas de cartão de crédito, e investir no que realmente é importante?

Menos é mais é uma jornada que vai de pequenos passos!

Inclusive, brevemente, uma devassa passará pelo meu armário… e quiçá, uma feira de trocas e doações de roupa. Que tal?

Tathy

Sobre Tathy Morselli

Tathy Morselli
Tathy é professora, escritora e tradutora. Estudou Pedagogia e fez pós-graduação em Estudos Literários. Tem uma biblioteca razoável, um Kindle debaixo do braço e sempre uma câmera na mão. Acredita que desassossegar as pessoas leva a visões e pensamentos mais profundos sobre o mundo que nos cerca.

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