22 de fevereiro de 2018
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Mudanças climáticas: ameaças à saúde pública no mundo

imagesHá décadas discuti-se sobre como evitar as mudanças climáticas, fruto das ações antrópicas insustentáveis iniciadas com a Revolução Industrial, mas, poucas ações foram e estão sendo feitas, por mais que tanto se fale sobre isso, e as consequências já se manifestam no Brasil e no Mundo.E a preocupação agora é como serão as consequências na saúde a médio e longo prazo?

Segundo a Organização Mundial da Saúde- OMS, as mudanças climáticas já são uma das principais ameaças à saúde pública no mundo, e precisam ser enfrentadas por todos os governos. Saiba um pouco mais sobre este assunto discutido na  2ª Conferência Global sobre Clima e Saúde em Paris.

A 2ª Conferência Global sobre Clima e Saúde em Paris  reuniu 300 representantes de governos, além do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, e profissionais de saúde e especialistas em clima.

Segundo a OMS, milhões de pessoas já estão morrendo todos os anos por conta das consequências mas também das causas do aquecimento global. Entre as consequências de maior impacto sobre a saúde estão a maior frequência de epidemias como a cólera, o alcance mais amplo de doenças como a dengue e eventos climáticos extremos, como ondas de calor e inundações. Já a principal causa das mudanças climáticas – a poluição – ceifa cerca de 7 milhões de vida por ano em decorrência de doenças como câncer de pulmão e acidente vascular cerebral.

O mais recente relatório sobre qualidade do ar e energia da Agência Internacional de Energia (IEA), elaborado com base em novos dados para as emissões de poluentes em 2016, mostra que a maior parte da poluição vem do setor de energia, principalmente da queima de combustíveis fósseis.

Especialistas prevêem que, em 2030, as mudanças climáticas serão responsáveis por outras 250 mil mortes por ano decorrentes da malária, de doenças diarreicas, do estresse térmico e da desnutrição.

A carga mais pesada deve recair sobre crianças, mulheres, idosos e os pobres, agravando as desigualdades existentes na saúde dentro das populações. O custo gerado pelos danos diretos para a saúde (ou seja, excluindo os custos em setores determinantes para a saúde, tais como a agricultura, água e saneamento), é estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões ao ano até 2030.

Em resposta às fortes evidências científicas dos riscos à saúde apresentados pelas mudanças climáticas, os participantes da Conferência emitiram uma advertência clara de que sem mitigação e adaptação adequadas, o aquecimento global apresenta riscos inaceitáveis para a saúde pública global.

As conclusões do encontro incluem uma agenda de ação com três grandes objetivos. O primeiro é aumentar a resiliência da saúde aos riscos climáticos, incluindo a garantia de acesso a fontes de energia seguras, limpas e sustentáveis. Esse ponto gera é importante para reduzir o elevado número de mortes causadas pela poluição do ar. O segundo objetivo é assegurar apoio para ações de saúde e clima, ou seja, desenvolver de uma nova abordagem que vincule saúde e alterações climáticas. Isso favorece um maior financiamento em mudanças climáticas e saúde, o envolvimento da comunidade de saúde e da sociedade civil na comunicação e prevenção de riscos climáticos e um melhor aproveitamento das oportunidades. O terceiro objetivo é conseguir mensurar o progresso que os países estão fazendo para proteger a saúde das alterações climáticas.

O líder da equipe de mudanças climáticas e saúde da OMS, Diarmid Campbell-Lendrum, pedalou de Genebra a Paris para participar da Conferência. Durante o percurso, ele postou no blog “Bike the Talk” sobre os temas do encontro, usando a viagem como base para mostrar como eles se relacionam com questões de saúde do dia a dia das pessoas – de atividade física à nutrição, da qualidade do ar à segurança rodoviária. “Há vários anos a OMS tem dito que a caminhada e o ciclismo são bons para a saúde e para o planeta. Andar de bicicleta para a conferência é a minha maneira de demonstrar apoio a essa recomendação”, declarou.

Diante a todas constatações, entende-se a importância de mudança de atitudes urgente em todos os setores, além de  se criar mais programas  que estimulem o uso de energias limpas, que não emitam gases estufas, responsáveis pelo aquecimento global, e e assim evitar que vidas sejam ceifadas, vítimas de todas as doenças citadas na Conferência.

(Informações enviadas  pela AViV Comunicação)

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental, educadora, especialista em Tecnologias Ambientais, blogueira, palestrante.

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Sobre Érica Sena

Érica Sena
ÉRICA SENA Criadora e responsável pelo Blog Pensar Eco, é lógico! (2009) FORMAÇÃO • Bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas- Universidade Mackenzie 1993-1997 • Bacharelado em Gestão Ambiental- FMU- 2007-2009 • Especialização em Tecnologias Ambientais- FATEC 2001-2003 Email: ericasena.ambientalista@yahoo.com.br

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