21 de janeiro de 2018
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O que fazer em Cusco

Na verdade esse texto deveria se chamar o que eu fiz em Cusco, porque a cidade possui uma infinidade de coisas para fazer, tudo depende do seu tempo/disposição/dinheiro. Essa publicação tem uma pequena amostra do que a cidade pode oferecer. Tinhamos 2 dias para ficar na cidade, por isso no fim vou tentar fazer uma lista do que eu gostaria de ter feito também.

Chegamos de Machu Picchu no final da noite e já pudemos observar a cidade borbulhando, com uma vida noturna intensa. Era noite de sexta feira e tudo girava em torno disso. Estavamos quebrados da caminhada para Machu Picchu e mesmo com a cidade pedindo para ser vista optamos por voltar ao hotel. Não demorou muito e já precisamos dar as caras para a rua em busca de algo para comer, e ai vem a primeira recomendação:

Coma No Green Point –  Vegetarianos não tem muita dificuldade em encontrar boas refeições em Cusco, mas o Green Point é um restaurante 100% vegano que possui um menu mais requintado e com preços acessiveis (comer no Peru em geral é barato). Tem porções generosas e que faz inclusive onívoros (ou carnivoros se você preferir) felizes. Tem duas unidade em Cusco, uma no Bairro de San Blas e outro proximo à Praça de Armas. Sempre tem fila de espera, portanto é necessario um pouco de paciencia, mas garanto que vale a pena.

No dia seguinte pela manhã, buscamos um post como esse que nos dissesse o que fazer na cidade e dentre as opções decidimos conhecer Qoricancha:

Conheça Qoricancha –  Esse é sem duvida o melhor exemplo da cultura espanhola se sobrepondo à cultura Inca. Qoricancha ou Templo do Sol, é uma obra da arquitetura Inca contruida pela Imperador Pachacuti onde em 1534 foi instalado o Mosteiro dos Dominicanos. Não precisa de um olhar muito atento para perceber que parte é  feito em pedras polidas e encaixadas entre si, o que é uma caracteristica das contruções Incas e parte onde se pode reconhecer arcos vitorianos do periodo da implantação do mosteiro. O ideal é fazer a visita com um guia, na entrada do museu você encontra facilmete. Dentro do museu há também uma exposição permanente de arte sacra cusquenha que vale a pena ser vista.

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Qoricancha Foto: Bárbara Barioni

Saindo do museu, seguimos rumo ao mercado se San Pedro e como já estava perto do horario do almoço ficamos atentos ao que poderiamos almoçar. Em frente a Praça San Francisco encontramos um quiosque hare krishna que vendia hamburgueres vegetarianos. Almoçamos ali mesmo, sentados na praça com hamburgueres imensos e Inka Kola geladissima. De la seguimos para nosso seguindo destino, o mercado.

Caminhe pelo Mercado de San Pedro – Esse é sem duvida a oportunidade de vivenciar a rotina do povo cusquenho. Esse é o um tradicional mercado onde se pode encontrar iguarias, artesanatos, comida, bebida, tudo direcionado para o povo da cidade. La realmente se pode verificar o que eles comem, onde vivem, como se vestem, como se relacionam. Experimente algumas frutas que só existem por la e coma queijo andino. É uma otima opção para quem deseja comprar lembrancinhas da viagem.

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Mercado de San Pedro Foto: Bárbara Barioni
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Mercado de San Pedro Foto: Bárbara Barioni

Saindo do mercado passamos pela praça de armas e havia uma banda de jazz tocando ao vivo na Praça de Armas. E é ai que entra mais uma grande atração da cidade de Cusco.

Sente-se na praça de Armas – Essa é na minha opinião a grande atração da cidade de Cusco. É ali que tudo acontece, onde tudo converge. Você inevitalvelmente terá que passar pela praça em algum momento, mas a minha sugestão é que você consiga um banco ou sente-se na escadaria da Igreja da Companhia de Jesus. Porque a praça é rodeada de atrações: A Igreja da Companhia de Jesus, a Catedral de Cusco, restaurantes , agencias de turismo, vendedores ambulantes e inumeras cenas inusitadas. Lá você pode ver a dinamica da cidade viva, acontecem casamentos, bandas de Jazz, crianças correm uniformizadas para a escola, turistas passam pra todos os lados e tudo isso de graça. Ali também está enterrado o corpo de Tupac Amaru, ultimo lider Inca da época da conquista espanhola.

 

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Praça de Armas. Foto: Bárbara Barioni
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Cholitas de Cusco Foto: Bárbara Barioni

No dia seguinte a noite já era dia de ir embora, acordamos cedo, fomos a rodoviaria e conseguimos uma passagem para a noite com destino a Puno. Deixamos as malas no guarda volume da rodoviaria e voltamos para rodar a cidade.

Rode pelo Bairro de San Blas – Embora seja um bairro  cheio de ladeiras vale a pena caminhar por ali. É um bairro antigo com ruas estreitas e uma arquitetura belissima. Alguns moradores dizem que essas ruas era os antigos caminhos Incas na cidade. Você pode começar a caminhada pela Praça de Armas e chegar até a Igreja de San Blas, igreja mais antiga da cidade, contruida em 1563. O bairro é cheio de lojas de artesanato e bons restaurantes.

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San Blas Foto: Bárbara Barioni
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Igreja de San Blas Foto: Bárbara Barioni

Conheça o ChocoMuseu – O Museu Do Chocolate veio para fechar o nosso dia. Lá você encontra um panorama completo sobre a historia dessa belezinha e pode degusta-lo em todas as suas etapas, tudo de graça. Para quem está com tempo e dinheiro há também um curso de 4 horas onde você aprende a fazer seu proprio chocolate.

E assim acaba nossa passagem relampago por Cusco, deixei de conhecer duas coisas que hoje estão me fazendo falta:

O Museu Inca – Bem que tentei conhece-lo, mas não abre aos domingos. Mas dizem que o museu é recheado de artefatos Incas, como armas, ceramicas, tecido e até mumias.

O Vale Sagrado – Existem monumentos arqueologicos e povoados indigenas, localizado nos Andes Peruanos. Esse passeio tem duração de um dia e com o tempo apertado não foi possivel conhece-lo. Vai ficar pra proxima.

Proxima parada: Puno
Até semana que vem!

Custos:

Hostel: PEN 50,00 por noite
Entrada em Qoricancha: PEN 10,00
Refeição no Green Point: PEN 25,00 por pessoa

Sobre Bárbara Andrade Barioni

Bárbara Andrade Barioni
Arquiteta e Urbanista tentando terminar um mestrado, vegetariana, mãe de gatos, viciada em comprar livros e mochileira nas horas vagas. Sente que sua missão é questionar.

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