25 de novembro de 2017
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Pensamento crítico

Muitos projetos político-pedagicos de escolas dizem que desejam fazer de seus alunos sujeitos atuantes e críticos. E como desenvolvemos o pensamento crítico? Por que ele é tão primordial?

Veja o seguinte vídeo:

Por meio de uma “brincadeira” feita por um programa de televisão, podemos perceber coisas interessantes – e vamos afastar aqui qualquer discussão de caráter político partidário.

As pessoas entrevistadas, em teoria, já saíram da escola há muitos anos. Fazem o seu trabalho de representar o povo no sistema democrático e, para poderem ser assertivos em suas ações, precisam tomar decisões informadas sobre os interesses de um determinado grupo social ou para a maioria da população brasileira. Vemos que no vídeo, numa pequena amostra, quem é entrevistado, de duas, uma: ou não tem ideia sobre o que era a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) para a qual assinaram, ou tentam fazer justificativas vazias. O mérito da questão não é colocar ou não cachaça na cesta básica do brasileiro. O cerne é: as pessoas realmente sabem o que estão fazendo, falando, assinando, endossando? Elas estão pensando? Saíram do automático?

É aqui que mora o pensamento crítico. Ele nos permite olhar para além do que é meramente exposto, do que pode ser impulsivo ou decorativo, para entender motivações, agendas, lógica ou procedência de algum assunto.

O desenvolvimento do senso crítico permite que as nossas crianças, por exemplo, não se deixem enganar por discursos vazios de propagandas abusivas, que não se deixem levar por pessoas mal intencionadas. Que possam questionar o que estão vendo ou ouvindo de forma a não se deixarem levar pelo “encanto” de palavras e imagens, que possam compreender se aquilo que veem ou ouvem é bom ou não para elas.

Ah, e isso não vale apenas para as crianças.

É preponderante em um tempo no qual o acesso há informação é tão fácil e tão dado que chega a ser banal, que as fontes sejam checadas, que o valor do que está sendo exposto seja minimamente avaliado como válido ou não. Evidentemente, o que serve para um, não necessariamente serve para todos. Entra o bom senso.

É bom senso deixar nossas crianças alienadas frente à telas (quaisquer que sejam suas naturezas)? É sensato que permitamos que nossos filhos acreditem em qualquer bobagem que lhes digam sob o mero argumento de que é uma coisa “legal” e que deveriam estar fazendo?

O mundo é imenso e cheio de tudo. Muitas vezes, nos deparamos na tv ou na internet ou mesmo na rua com coisas que nem imaginávamos que existiam, ou com situações as quais desejaríamos fugir. Elas acontecem. Mas, precisamos mesmo dar valor à elas? Precisamos ir buscar algo que não nos edifique? Precisamos dar atenção àquilo que é dado por comum, mas que em seu cerne pode esconder todo tipo de malícia? Não. Não precisamos.

O pensamento crítico é que vai permitir uma análise da questão, permitindo uma solução de problema muito mais efetiva e informada.

Habilidades do Pensamento Crítico: racionalizar, avaliar, resolver problemas, tomar decisões, analisar.
Habilidades do Pensamento Crítico: racionalizar, avaliar, resolver problemas, tomar decisões, analisar.

Desconfie. De tudo. Mas, não com um tom de quem vai ser enganado. Mas, com a curiosidade de uma criança, com o olhar investigativo de um cientista. As coisas não tem de ser simplesmente porque sim. Inclusive para essa coluna. Assim, não deixe que lhe empurrem um assunto, uma moda, um pensamento goela abaixo. Pense, investigue, analise. Seja um cientista todos os dias!

Tathy

PS: se há algum tópico sobre Educação que você gostaria de ver abordado na coluna, deixe o seu comentário!

Sobre Tathy Morselli

Tathy Morselli
Tathy é professora, escritora e tradutora. Estudou Pedagogia e fez pós-graduação em Estudos Literários. Tem uma biblioteca razoável, um Kindle debaixo do braço e sempre uma câmera na mão. Acredita que desassossegar as pessoas leva a visões e pensamentos mais profundos sobre o mundo que nos cerca.

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