18 de dezembro de 2017
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Vá para a faculdade!

Vestibular… ENEM… Primeira fase, segunda fase… nota de corte… Estudos incansáveis. Por que será que nos sujeitamos a coisas assim?

Pela verdade universal a qual somos expostos desde criancinha: se quiser ser alguém na vida, tem de estudar. Ou pelo menos, é o que a minha mãe dizia. Claro que existe aí toda uma ideologia, principalmente da época dos meus pais, sobre crescer, fazer carreira, ganhar dinheiro etc e tal… Mas, para esses “ditados populares” ou “frases de mãe”, há um fundo de verdade.

Cursar o Ensino Superior, como é chamado desde 1996, não é necessariamente uma coisa simples de se conseguir, embora seja “assegurado” pela lei orgânica da Educação. Existe a questão da formação necessária antes de entrarmos na faculdade e o custo disso tudo. Há o Ensino Superior público, mas ninguém entra “cantarolando” na USP, por exemplo, e os cursos demandam uma dedicação tremenda dos seus graduandos. Além disso, seja em qual instância for, o Ensino Superior “pincela” o que aquela carreira preconiza. Como ela realmente é e o que se faz na prática, bem, só a prática resolve.

Ainda, mais uma das verdades da minha mãe, é o aluno que faz a faculdade, e não o contrário. É o seu empenho em esmiuçar aquilo que está sendo oferecido e tirar dele a nata, o creme para o mais fino dos bolos. E não se faz coisa boa sujando pouca louça, certo?

Isso é para desanimar? Não. Jamais. É apenas uma palavra de cuidado, de atenção. Muitas vezes, podemos sonhar com uma carreira X ou Y e entrar na faculdade e aí perceber que a coisa não funciona bem como imaginávamos. Mas, isso é uma questão da “romantização” do nosso mundo. Tudo tem um lado glamuroso, cujos tombos ficam nos bastidores.

Nenhuma carreira é fácil. Para falar a verdade, nem o estudo o é. Ter de sentar o bumbum na cadeira da universidade, assistir umas aulas que você nem imagina para que servem ou ainda, ter professores que podem ser grandes intelectuais e educadores medianos é mais comum do que se pensa.

E como lidar com isso?

Semeando na faculdade o que vamos ter de usar muito na vida fora dela: a maturidade. Entendendo que aqueles professores estão abrindo portas e dando ao aluno a oportunidade de passar por elas. Aliás, os bons professores não te dizem para onde olhar. O discernimento é seu. Mesmo porque cada indivíduo tem percepções e sensos únicos.

Claro que saímos com o diploma na mão e um sentimento imenso de que vamos mudar o mundo. E isso corre um risco sério de ir esvanecendo com o passar dos anos e com a prática na carreira. E aí que mora o ponto crucial: não deixar que a paixão se perca. Ela sim, como eu disse antes, amadurece. Com os instrumentos que ganhamos na faculdade podemos sim, mudar o modo de trabalho, de entendimento e fazer uma tremenda diferença. Nem que seja no pequeno círculo onde atuamos.

Eu sei que pode-se dizer que existem muitos médicos ou advogados vendendo cachorro-quente no centro da cidade. Não deixa de ser verdade. Mas, por trás de tudo isso, existe um conhecimento de mundo que jamais será tirado dessas pessoas.

Quando entramos no Ensino Superior, sejam com nossos tenros 18 anos ou já com mais de 30, aprendemos definitivamente, que somos donos de nosso conhecimento. Que o que nos é oferecido, mesmo na aula mais chata, pode ser um salto para um entendimento mais amplo do mundo.

Se você conseguiu entrar no Ensino Superior, não desista. Se tem vontade de fazer outro curso, ganhar uma titulação, vá em frente. Nunca é tarde e conhecimento não ocupa espaço.

Saiba que nenhuma profissão é perfeita. Que nenhum emprego é. Mas, que podem ser veículos de uma transformação pessoal e interpessoal. Os nossos trabalhos, nossa atuação no mundo podem sim, fazer a diferença para as pessoas que nos cercam. É só fazer bem feito!

Vá para a faculdade, sim!

Tathy, graduada há… bom, deixa pra lá 😉

Sobre Tathy Morselli

Tathy Morselli
Tathy é professora, escritora e tradutora. Estudou Pedagogia e fez pós-graduação em Estudos Literários. Tem uma biblioteca razoável, um Kindle debaixo do braço e sempre uma câmera na mão. Acredita que desassossegar as pessoas leva a visões e pensamentos mais profundos sobre o mundo que nos cerca.

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